A laqueadura é um processo de esterilização adotado por mulheres que não desejam mais engravidar. O procedimento envolve o bloqueio ou corte das trompas de falópio, impedindo o encontro entre óvulos e espermatozoides.
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a laqueadura tem uma eficácia de 99%, com uma margem de erro considerada muito baixa. O que nem todos sabem é que é possível reverter o procedimento, mas isso requer que algumas condições sejam atendidas.
Para ajudar você a entender os casos em que a laqueadura pode ser revertida e quais são as chances de sucesso, preparamos um guia completo sobre o assunto. Confira!
Quando a laqueadura é indicada?
Antes de saber sobre a reversibilidade da cirurgia, é importante entender em quais casos ela pode ser indicada. A recomendação é refletir profundamente sobre o tema com o objetivo de evitar arrependimentos futuros, principalmente quando se trata de pacientes mais jovens.
Por outro lado, há vezes em que os métodos contraceptivos não funcionam adequadamente ou possuem contraindicações, tornando a laqueadura uma alternativa segura. Isso também acontece quando novas gestações podem apresentar riscos à saúde da mulher.
Lei de Planejamento Familiar
Também é importante observar o que está disposto na Lei de Planejamento Familiar (lei nº 9.263/1996), que determina condições para a realização da laqueadura e outros processos de esterilização.
Para a realização do procedimento, a idade mínima é de 21 anos. Caso a mulher tenha dois filhos vivos, basta ser maior de 18 anos para estar apta. A manifestação antecipada da vontade é necessária em um prazo de 60 dias antes da intervenção.
Afinal, a laqueadura é reversível?
Para restaurar a capacidade reprodutiva, é feita a reanastomose tubária, que restabelece a conexão entre as partes bloqueadas das trompas de falópio. A técnica utilizada na laqueadura e o estado das trompas influenciam as chances de êxito.
Um dos requisitos para que a reversão seja bem-sucedida é que a porção final das tubas, a região das fímbrias, esteja preservada. Se as técnicas de clipe de titânio ou anel de plástico foram utilizadas, é mais fácil reverter o procedimento, já que elas favorecem a preservação do tecido.
Além disso, as tubas uterinas devem estar em boas condições, sem dilatação ou doenças. Se a cirurgia for bem-sucedida, a paciente pode identificar a possibilidade de gravidez natural depois de um ano. Caso contrário, é necessário consultar um especialista.
Chances de gravidez após a reversão de laqueadura
Embora existam meios de reverter a laqueadura, o sucesso dessas cirurgias, como já vimos, depende de diversos fatores. Dada a complexidade dos métodos, um dos principais pontos é contar com um acompanhamento profissional qualificado durante todo o processo.
Dessa forma, a habilidade do cirurgião é um dos fatores determinantes. Os principais aspectos que influenciam na possibilidade de engravidar após reverter a laqueadura são:
- Método usado na laqueadura;
- Idade da mulher no momento da reversão;
- Tempo decorrido entre a laqueadura e a reversão;
- Condição e comprimento das trompas remanescentes;
- Histórico de cirurgias, doenças ou infecções na região;
- Saúde geral da mulher;
- Qualidade do espermograma do parceiro.
O que levar em conta antes de fazer uma laqueadura?
É importante ressaltar que a restauração completa da capacidade reprodutiva não é garantida após a reversão, o que reforça a importância de contar com as orientações de profissionais experientes e qualificados.
A conscientização envolve a compreensão dos riscos que o procedimento pode trazer após sua realização. Quando ocorre uma gravidez após a reversão de laqueadura, as chances de gravidez ectópica, condição em que a gestação acontece fora do útero, aumentam.
A alternativa à reversão é a fertilização in vitro (FIV), que pode gerar uma gravidez sem a participação das trompas.
Como se trata de uma decisão importante, é preciso pensar com seriedade em diversas questões. Afinal, é uma cirurgia que tem como objetivo a esterilização, removendo a capacidade de reprodução de forma permanente, e não apenas temporária.
Antes de recorrer à laqueadura, é recomendado que a paciente tente outros métodos contraceptivos, como o DIU (Dispositivo Intrauterino), fazendo a esterilização apenas quando tiver a certeza da operação, com apoio psicológico e ginecológico.
Cuide da sua saúde íntima na Clínica De Fina
Para cuidar da sua saúde com a responsabilidade e atenção que esse assunto merece, a Clínica De Fina oferece os melhores profissionais e a infraestrutura moderna que você precisa.
No caso da laqueadura e outros procedimentos envolvendo a saúde íntima, contamos com a ginecologista Marina Magalhães De Fina, formada e com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC.
Com um atendimento humanizado e personalizado, garantimos o acompanhamento atento e especializado da sua saúde.
Clique aqui para agendar uma avaliação!


