Laqueadura e DIU são dois métodos contraceptivos reconhecidos por sua alta eficácia, mas apresentam diferenças importantes em funcionamento, indicações e durabilidade.
A laqueadura, também chamada de ligadura tubária, é um procedimento cirúrgico que interrompe permanentemente a fertilidade feminina ao cortar, amarrar ou obstruir as trompas de Falópio, impedindo que o óvulo seja fertilizado.
Já o DIU (dispositivo intrauterino) é um método reversível, com versões hormonal e de cobre, que atua dentro do útero para evitar a gravidez, podendo ser retirado a qualquer momento.
Entender as particularidades de cada método ajuda a mulher a fazer uma escolha mais consciente, de acordo com sua saúde e fase da vida.
Laqueadura: o que é e para quem é indicada
A laqueadura tubária é uma cirurgia que pode ser feita por diferentes técnicas, como laparoscópica (pequenas incisões no abdômen, permitindo a introdução dos instrumentos cirúrgicos), minilaparotomia (é feita por uma incisão abdominal, porém um pouco maior do que na laparoscopia) ou via vaginal (é realizado através de uma pequena incisão no fundo da vagina, por onde o cirurgião alcança as trompas para fazer a laqueadura), sendo esta última menos invasiva e com recuperação mais rápida.
Durante o procedimento, as trompas são cortadas, fechadas com pontos e cauterizadas, o que bloqueia permanentemente o trajeto dos óvulos até o útero. Indica-se a laqueadura para mulheres que têm certeza de que não desejam mais engravidar, uma vez que a reversão é complexa e nem sempre possível.
A legislação brasileira exige que a mulher tenha ao menos 21 anos ou dois filhos vivos para realizar a cirurgia, além de um intervalo mínimo de 60 dias entre a decisão e o procedimento.
Essa técnica não interfere no ciclo menstrual ou na produção hormonal, por isso a mulher mantém suas funções naturais, como a menstruação e a libido. A laqueadura oferece alta eficácia, com taxa de falha de aproximadamente 0,5%.
O procedimento é rápido e o pós-operatório exige cuidados como repouso de cerca de 30 dias e atenção à higiene para evitar infecções.
O método também reduz o risco de câncer de ovário quando realizado pela técnica da salpingectomia (retirada das trompas).
Como desvantagens, além da irreversibilidade, há riscos associados à cirurgia, como infecção, sangramento e, em casos raros, gravidez ectópica.
DIU: tipos, funcionamento, vantagens e indicações
O DIU é um pequeno dispositivo em forma de T inserido no útero que oferece contracepção segura e de longa duração. Existem duas categorias principais: DIU de cobre e DIU hormonal.
O DIU de cobre libera íons que criam um ambiente hostil aos espermatozoides, impedindo a fertilização; sua duração pode chegar a até 10 anos.
Já o DIU hormonal, por sua vez, libera uma pequena dose de progesterona no útero, o que espessa o muco cervical e afina o endométrio, dificultando tanto o encontro de espermatozoides e óvulo quanto a fixação do óvulo fecundado. Esse tipo dura entre 3 e 5 anos, dependendo da marca.
É indicado para mulheres que querem um método contraceptivo eficaz, reversível e de uso prolongado. Pode ser usado por adolescentes, mulheres que nunca engravidaram e por aquelas que desejam evitar cirurgia.
O DIU de cobre é recomendado especialmente para quem prefere evitar hormônios ou possui contraindicações a eles, enquanto o DIU hormonal pode ser vantajoso para quem apresenta fluxo menstrual intenso ou sintomas de endometriose, por reduzir sangramentos e cólicas.
Apesar de seguro, o DIU pode causar algum desconforto na hora da inserção, cólicas nos primeiros dias e, em alguns casos, sangramentos irregulares no começo da adaptação.
Diferenças principais entre laqueadura e DIU
A laqueadura é um método permanente, indicado quando a mulher não deseja mais filhos, enquanto o DIU é reversível, permitindo que a fertilidade seja retomada após a retirada. Este método exige cirurgia e um período de recuperação, com riscos inerentes ao procedimento.
Já o DIU é inserido no consultório, com recuperação rápida, mas pode demandar adaptações ao corpo e acompanhamento para ajustar efeitos colaterais.
Em termos de duração, a laqueadura é definitiva; o DIU, apesar de durar anos, requer troca ou remoção.
Ambos são eficazes, seguros e aprovados por autoridades sanitárias, porém atendem necessidades e perfis distintos.
Tome a decisão certa com orientação especializada
A escolha entre laqueadura e DIU deve ser feita com cuidado, levando em conta o desejo da mulher em manter ou não sua fertilidade no futuro, tolerância a procedimentos cirúrgicos, e condições pessoais de saúde.
É fundamental conversar com um especialista que possa orientar o melhor método para cada caso, considerando todos os aspectos envolvidos.
Na Clínica De Fina, a Dra. Marina Magalhães Defina e sua equipe oferecem atendimento qualificado para auxiliar na decisão informada e segura sobre contracepção.
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