A reconstrução mamária pode fazer parte do planejamento após o diagnóstico do câncer de mama, seja no mesmo momento da mastectomia ou em uma cirurgia posterior. No contexto do Outubro Rosa, entender quando cada possibilidade pode ser indicada ajuda a esclarecer uma das decisões que podem surgir ao longo do processo.
A definição do momento da reconstrução depende da avaliação médica, das condições da paciente e das características da região a ser reconstruída. Para algumas mulheres, a reconstrução imediata é uma possibilidade, enquanto em outras pode ser mais adequado esperar, principalmente quando ainda há outras etapas do tratamento oncológico.
Entender essa diferença ajuda a perceber por que a decisão precisa ser tomada em conjunto com a equipe médica.
A reconstrução mamária imediata
A reconstrução imediata é realizada durante a mesma cirurgia em que a mama é retirada. Nesse caso, o mastologista e o cirurgião plástico atuam de forma integrada, conforme o planejamento conjunto e a compatibilidade da reconstrução com o tratamento oncológico.
Essa possibilidade é avaliada com antecedência, já que o tipo de mastectomia, a quantidade de pele preservada, as condições dos tecidos e a necessidade de procedimentos complementares entram nessa análise.
Também é importante entender que “imediata” não significa necessariamente que todo o processo termina naquele momento. Dependendo da técnica escolhida, podem ser necessárias outras cirurgias para chegar ao resultado planejado.
O momento adequado para a reconstrução tardia
A reconstrução tardia acontece depois da mastectomia e pode ser planejada de acordo com o tratamento oncológico, as condições clínicas da paciente e a decisão compartilhada sobre o momento mais adequado para a reconstrução.
A radioterapia pode alterar os tecidos da região, então é um dos fatores que podem pesar nessa decisão. Com isso, em vez de realizar todas as etapas de uma vez, a equipe pode optar por aguardar a conclusão de determinados tratamentos e avaliar a região posteriormente.
Há também mulheres que preferem adiar a reconstrução. Depois de passar pela mastectomia, algumas pacientes se sentem mais preparadas para decidir como desejam seguir. Essa escolha também faz parte do planejamento.
Portanto, uma reconstrução realizada posteriormente não representa uma segunda opção em relação à imediata. Em determinados casos, é justamente o intervalo entre as cirurgias que permite organizar melhor o tratamento.
Fatores considerados na decisão
Não existe um exame ou característica isolada que determine o momento da reconstrução. Entre os principais pontos que precisam ser observados, estão:
- Tipo e extensão da mastectomia;
- Quantidade e condições dos tecidos disponíveis;
- Necessidade de radioterapia ou outros tratamentos complementares;
- Condições clínicas da paciente;
- Histórico de cirurgias na região;
- Planejamento das próximas etapas;
- Expectativa da paciente em relação à reconstrução.
Também é importante ressaltar que preferências da mulher, como o momento da reconstrução, a disposição para passar por mais de uma cirurgia e as características de cada técnica precisam ser discutidas antes da decisão.
As técnicas de reconstrução
Existem diferentes formas de reconstruir uma mama após a mastectomia. De maneira geral, as opções podem utilizar implantes ou tecidos da própria paciente.
Na reconstrução com implante, o volume da mama é formado com uma prótese, e em algumas situações pode ser necessário utilizar primeiro um expansor de tecido para preparar a região antes da colocação do implante definitivo.
O tecido também pode ser retirado do próprio corpo, em técnicas conhecidas como reconstruções com tecidos autólogos. Elas podem envolver regiões como abdômen, costas ou outras áreas com tecido disponível, dependendo da anatomia e da técnica indicada.
Não há uma técnica que seja melhor para todas as pacientes. O tratamento oncológico, a quantidade de tecido disponível, as condições da região operada e os objetivos da mulher precisam ser considerados antes da escolha.
A reconstrução depende do tratamento do câncer
O que será feito para tratar o câncer influencia diretamente as possibilidades de reconstrução, portanto a cirurgia plástica não deve ser planejada de forma separada da cirurgia oncológica.
O mastologista participa da definição da cirurgia para retirada do tumor e da mama, o oncologista acompanha as demais etapas quando elas são necessárias e o cirurgião plástico avalia as possibilidades de reconstrução e como elas podem ser integradas ao restante do plano.
Essa conversa entre as especialidades pode começar antes mesmo da mastectomia. Assim, quando a reconstrução imediata for uma possibilidade, ela já pode ser considerada no planejamento da cirurgia.
O planejamento individual define o momento da reconstrução
A indicação do procedimento não deve ser feita apenas com base na preferência por uma reconstrução imediata ou tardia. É preciso entender primeiro como será o tratamento oncológico e quais possibilidades são compatíveis com aquele cenário.
Na Clínica De Fina, a avaliação considera o histórico da paciente, as características dos tecidos e o planejamento definido pela equipe responsável pelo tratamento do câncer. O Dr. Rafael De Fina tem especialização em Reconstrução de Mama pelo Hospital Pérola Byington, formação que integra sua atuação em cirurgia plástica.
Se você passou por uma mastectomia ou está se preparando para essa etapa e quer entender as possibilidades de reconstrução, agende uma avaliação na Clínica De Fina. A partir de uma análise individualizada, o cirurgião plástico pode avaliar as alternativas mais adequadas ao seu caso, considerando o plano definido pela equipe médica.


