Durante o verão, idas à praia, piscina e atividades ao ar livre aumentam a exposição da pele ao sol, muitas vezes sem a proteção adequada. Esse hábito pode desencadear ou agravar algumas condições dermatológicas, como o melasma.
Mais comum em mulheres em idade fértil, com estimativas de que até 35% delas convivam com a condição, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o melasma se caracteriza por uma hiperpigmentação que provoca manchas acastanhadas
Apesar de ser uma condição benigna e controlável, o melasma pode causar incômodo estético por ser visível e também impactar a autoestima, especialmente por se tratar de uma condição crônica.
Acompanhe no blog da Clínica De Fina mais sobre o melasma, por que costuma piorar durante o verão e quais cuidados devem ser adotados para manter a pele protegida. Saiba mais!
O que causa o melasma na pele?
As manchas de melasma geralmente apresentam formatos simétricos e irregulares, em tons de castanho, e surgem devido à superprodução de melanina (hiperpigmentação), desencadeada por diversos fatores.
A melanina é o pigmento natural produzido pelos melanócitos, células presentes na epiderme, responsável pela coloração da pele, dos cabelos e dos olhos, além de atuar na proteção contra a radiação UV.
Onde o melasma pode aparecer?
O melasma costuma aparecer em áreas mais expostas ao sol, como:
- Rosto (principalmente buço, bochechas, nariz e testa);
- Colo e peito;
- Pescoço;
- Braços e antebraços;
- Mãos;
- Costas e região dorsal.
Normalmente, as manchas não provocam coceira nem dor.
Quais são os tipos de melasma?
O melasma pode ser classificado de acordo com a profundidade da melanina na pele:
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- Melasma dérmico: ocorre quando a melanina está localizada na derme, camada mais profunda da pele. As manchas apresentam bordas pouco definidas e coloração marrom-clara ou azul-acinzentada;
- Melasma epidérmico: apresenta bordas bem definidas e coloração marrom-escura. A melanina está localizada na epiderme, camada mais superficial da pele;
- Melasma misto: é o tipo mais comum e combina características dos dois anteriores. Exige proteção solar rigorosa.
A gravidade da condição pode ser avaliada por meio de escalas, como o MASI (Melasma Area and Severity Index), em que pontuações mais altas indicam maior intensidade do melasma.
Por que o melasma costuma piorar no verão?
Durante o verão, a exposição solar direta e indireta é mais frequente. A radiação UVB atinge a epiderme, enquanto a UVA penetra mais profundamente na derme, estimulando a produção de melanina e contribuindo para o fotoenvelhecimento.
Além disso, as altas temperaturas e o suor aumentam a temperatura corporal, podendo favorecer processos inflamatórios na pele, o que pode intensificar as manchas.
Além do sol, quais são as outras causas do melasma?
Diversos fatores podem contribuir para o surgimento e agravamento do melasma:
- Fatores genéticos: há uma predisposição hereditária que torna os melanócitos hiperativos quando estimulados. Ter parentes de primeiro grau com melasma pode aumentar o risco;
- Fatores hormonais: há uma relação significativa entre o melasma e a ação hormonal, especialmente dos hormônios estrogênio e progesterona, que podem estimular a produção de melanina e, assim, desencadear ou intensificar as manchas na pele. Por isso, a condição é frequente durante a gravidez (cloasma), no uso de anticoncepcionais e em terapias hormonais;
- Fototipo da pele: pessoas com fototipos mais altos tendem a apresentar maior predisposição;
- Deficiência de zinco: pode favorecer a inflamação e o estresse oxidativo, desregular a produção de melanina e prejudicar a renovação cutânea.
O diagnóstico deve ser realizado por um dermatologista, por meio de exame clínico e análise do histórico familiar. Essa avaliação permite indicar os tratamentos mais adequados de acordo com a gravidade da condição, o tipo de pele e a profundidade das manchas.
Como tratar o melasma durante o verão?
No verão, o foco do tratamento não é clarear as manchas, mas evitar que elas escureçam. As principais recomendações incluem:
- Uso de protetor solar com FPS 50+ e reaplicação ao longo do dia;
- Uso de barreiras físicas, como chapéus e busca por sombra;
- Substituição de ácidos fortes por clareadores mais suaves;
- Evitar calor excessivo;
- Manter a pele bem hidratada.
Agende sua avaliação dermatológica na Clínica De Fina
O diagnóstico é fundamental para aplicar os melhores tratamentos para o melasma. Por isso, a avaliação de um dermatologista qualificado, aliada a tecnologias de ponta, permite identificar a profundidade das manchas, os fatores desencadeantes e o tipo de pigmentação envolvida, garantindo um plano terapêutico mais preciso e seguro.
Na Clínica De Fina, você encontra uma equipe de especialistas experientes e dedicados a avaliar cada paciente com cuidado, não apenas em casos de melasma, mas em diversas condições dermatológicas.


