Um dos receios comuns para quem deseja fazer uma cirurgia plástica é ter histórico pessoal ou familiar de trombose venosa profunda (TVP), fator que realmente pode aumentar a ocorrência dessa condição.
O risco de trombose durante uma cirurgia decorre da combinação de diferentes fatores — que podem incluir a imobilização temporária e a resposta natural do organismo ao procedimento. Dessa forma, é importante avaliar a predisposição genética, hábitos e perfil de cada paciente individualmente para determinar a necessidade de protocolos preventivos mais rígidos.
A preocupação com a ocorrência de TVP está relacionada ao desprendimento do coágulo (trombo), que pode obstruir vasos importantes e resultar em complicações como a embolia pulmonar.
Porém, ao mapear os fatores genéticos, os episódios prévios e o histórico clínico e familiar do paciente, é possível adaptar os procedimentos e adotar os cuidados preventivos adequados para viabilizar a cirurgia com segurança.
A importância da transparência: como é avaliado o risco tromboembólico
Na Clínica De Fina, esse cuidado começa na avaliação inicial por meio da estratificação de risco tromboembólico. A análise é baseada em protocolos clínicos como o Escore de Caprini — ferramenta que cruza dados como idade, estilo de vida, histórico familiar e exames laboratoriais.
Nesse cenário, é essencial ter a colaboração e a transparência do paciente ao pontuar se já apresentou a condição e relatar o histórico de TVP na família, pois esses dados sinalizam a necessidade de atenção clínica e de uma investigação aprofundada.
A partir desse mapeamento, a equipe pode solicitar pareceres complementares — como uma consulta vascular ou hematológica — e adequar os preparativos e o porte da cirurgia, assim como os cuidados na recuperação.
Do pré ao pós-operatório: a prevenção da trombose na prática
Caso a avaliação identifique um risco aumentado de TVP, a equipe médica inicia um protocolo de cuidados personalizados que vai da preparação até o pós-operatório.
A etapa inicial envolve a adequação de fatores agravantes, como a orientação para a estabilização do peso em níveis adequados para a cirurgia, a interrupção do tabagismo e a suspensão de anticoncepcionais ou terapias hormonais, quando indicada pelo médico após avaliar os benefícios e possíveis contraindicações de cada caso.
Esse cuidado se estende ao planejamento da cirurgia, com estratégias para controlar o tempo da operação ou fracionar intervenções combinadas para evitar longos períodos de anestesia.
Já durante o procedimento, as medidas de proteção podem incluir meias elásticas associadas a compressores pneumáticos intermitentes — dispositivos que aplicam compressões ritmadas nas pernas para favorecer o retorno venoso e manter a circulação ativa mesmo sob o efeito anestésico.
Por fim, durante o pós-operatório imediato, a orientação costuma ser a deambulação precoce mediante liberação médica, permitindo caminhar para estimular o fluxo sanguíneo.
A continuidade dos cuidados na recuperação varia conforme a necessidade de cada caso, podendo incluir o uso de meias de compressão, a elevação das pernas no repouso e, quando indicado pela avaliação médica, a prescrição de anticoagulantes preventivos.
Clínica De Fina: Segurança e planejamento para a sua cirurgia
Ter histórico pessoal ou familiar de trombose não impede necessariamente a realização de uma cirurgia plástica, mas exige uma avaliação criteriosa para determinar a viabilidade do procedimento e definir os protocolos de prevenção adequados.
Na Clínica De Fina, essa gestão de riscos e a preservação da saúde do paciente são etapas essenciais da jornada cirúrgica. A partir da análise de cada indivíduo, a equipe médica define se o procedimento pode ser realizado, adaptado ou adiado, alinhando todo o planejamento e o acompanhamento pós-operatório às suas reais necessidades.
Para planejar a sua cirurgia com orientações individualizadas e foco constante na sua segurança, entre em contato com a Clínica De Fina e agende uma avaliação.


