As estrias são alterações lineares da pele que surgem quando a derme, camada localizada abaixo da superfície cutânea, sofre um estiramento que ultrapassa sua capacidade de adaptação. Nesse processo, estruturas responsáveis pela sustentação e elasticidade, como colágeno e elastina, sofrem alterações e dão origem a uma espécie de cicatriz atrófica.
Elas podem aparecer especialmente durante períodos de crescimento acelerado, mudanças bruscas de peso e gestação. Fatores hormonais e predisposição individual também participam desse processo, o que explica por que algumas pessoas desenvolvem mais lesões mesmo diante de alterações semelhantes no corpo.
A aparência também muda com o tempo. Estrias recentes costumam apresentar tonalidades avermelhadas ou arroxeadas, enquanto as mais antigas tendem a adquirir coloração esbranquiçada.
Como as estrias se formam
A pele possui uma estrutura formada por fibras de colágeno e elastina, que contribuem para sua resistência e capacidade de acompanhar os movimentos e as mudanças do corpo.
Quando ocorre uma expansão rápida, essa adaptação pode não acontecer adequadamente. O tecido dérmico sofre alterações estruturais, enquanto a superfície cutânea passa a apresentar linhas características.
É por isso que as estrias podem surgir durante a adolescência, quando o crescimento acontece de forma acelerada, ou em períodos de ganho ou perda significativa de peso. Na gestação, o aumento da distensão abdominal também favorece seu aparecimento.
Além disso, os hormônios têm participação nesse processo, podendo modificar o comportamento do tecido conjuntivo e sua resposta ao estiramento.
Portanto, não é correto associar o surgimento das estrias exclusivamente ao peso. A formação dessas lesões resulta da combinação entre características do organismo, estímulos mecânicos e alterações hormonais.
Estrias vermelhas ou arroxeadas
As estrias avermelhadas, rosadas ou arroxeadas são conhecidas como estrias rubras. Nessa etapa, as lesões ainda apresentam atividade vascular e características inflamatórias, o que explica a coloração mais intensa.
Elas costumam ser mais recentes e podem apresentar leve elevação, sensibilidade ou coceira. Com a passagem do tempo, a atividade local diminui e a tonalidade tende a perder intensidade.
Essa fase merece atenção porque as estrias ainda apresentam maior atividade biológica e tendem a apresentar melhor resposta aos tratamentos. Uma avaliação dermatológica precoce permite analisar as características das lesões e considerar abordagens que atuem sobre a coloração e a estrutura da região.
O momento em que o tratamento é iniciado, porém, não é o único fator relevante. A tonalidade, a profundidade, a localização e as características da pele também precisam entrar no planejamento.
Estrias brancas: quando a lesão amadurece
Com a evolução, as estrias passam por mudanças estruturais e de coloração. As linhas se tornam mais claras, podendo assumir aspecto branco ou prateado, e a superfície tende a apresentar uma discreta depressão.
Essa fase é chamada de estria alba. Por serem lesões mais antigas, apresentam alterações cicatriciais mais estabelecidas e, consequentemente, podem responder de maneira mais desafiadora às intervenções.
Isso não significa que não possam ser tratadas. Nesse caso, o objetivo passa a ser melhorar a aparência, trabalhando aspectos como textura, relevo e diferença de tonalidade em relação à pele ao redor.
A expectativa também precisa ser realista, já que procedimentos dermatológicos podem tornar as marcas menos perceptíveis, mas não há garantia de apagamento completo.
Os tratamentos para estrias
A variedade de cremes, óleos e produtos disponíveis para estrias pode criar a impressão de que uma solução tópica isolada é suficiente para eliminar essas marcas. Na prática, essa expectativa não corresponde ao que se conhece sobre a estrutura dessas lesões.
Hidratar a pele é importante para manter sua barreira e seu conforto, mas um cosmético aplicado superficialmente não consegue, sozinho, reconstruir uma cicatriz dérmica já estabelecida.
Entre as tecnologias que podem ser consideradas estão os lasers, capazes de atuar em diferentes componentes da lesão conforme o recurso utilizado e o objetivo definido. Dependendo da indicação, também podem ser avaliadas técnicas que estimulam processos relacionados à produção e reorganização de colágeno.
Os bioestimuladores são outra possibilidade dentro de um planejamento dermatológico. Sua indicação depende das características da pele e da avaliação profissional, assim como a associação com outras técnicas.
Não existe uma técnica universal para todas as estrias. Lesões recentes, por exemplo, apresentam características diferentes das marcas esbranquiçadas e antigas. Com isso, escolher um procedimento apenas pela promessa de resultado pode não ser a melhor estratégia, reforçando a importância de um acompanhamento médico especializado.
Clínica De Fina: o mapeamento de lesões na escolha do tratamento para estrias
Antes de iniciar qualquer procedimento, é importante observar as estrias de maneira individualizada. Cor, extensão, profundidade, localização e tempo de evolução são alguns dos elementos que ajudam a definir a conduta.
Esse mapeamento evita tratar todas as lesões como se fossem iguais. Uma área com marcas recentes e avermelhadas pode exigir uma estratégia diferente daquela indicada para linhas antigas, esbranquiçadas e atróficas.
Na Clínica De Fina, avaliamos essas características para indicar a tecnologia mais adequada a cada fase da estria. O planejamento considera as particularidades da pele e busca melhorar a aparência das marcas.
Se as estrias fazem parte da sua pele e você deseja entender quais possibilidades podem melhorar a aparência das marcas, agende uma avaliação na Clínica De Fina. Os nossos médicos estão prontos para atender e indicar uma abordagem individualizada.


