A região do pescoço pode mudar com o passar dos anos, após alterações de peso ou por características individuais, de forma que gordura abaixo do queixo, flacidez da pele, bandas musculares e queda dos tecidos podem contribuir para uma aparência menos definida.
Por isso, nem sempre o que é chamado popularmente de “papada” tem a mesma origem ou deve ser tratado da mesma maneira, e identificar o que está por trás da alteração é uma das etapas mais importantes antes de escolher qualquer procedimento.
Em alguns casos, o volume está relacionado principalmente à gordura localizada. Em outros, o excesso de pele, a ação do músculo platisma ou mudanças nos tecidos da face e do pescoço têm participação maior.
Por que a flacidez no pescoço pode ter causas diferentes?
O aspecto da região cervical resulta da relação entre pele, gordura, músculos e tecidos mais profundos. Com o envelhecimento, por exemplo, podem ocorrer perda de elasticidade da pele, alterações na sustentação dos tecidos e maior evidência das bandas do platisma. A genética e as variações de peso também podem influenciar esse processo.
A chamada papada pode descrever um aumento de volume abaixo do queixo, mas a aparência pode estar associada à gordura submentoniana, à pele menos firme ou à combinação de diferentes características.
Gordura abaixo do queixo
Quando o principal componente é a gordura localizada na região submentoniana, o volume abaixo do queixo pode ficar mais evidente e reduzir a definição entre o rosto e o pescoço.
Nesses casos, a lipo de papada, também chamada de lipoaspiração submentoniana, pode ser considerada. A avaliação não deve observar apenas a quantidade de gordura, mas também a qualidade da pele e a anatomia da região.
Flacidez e excesso de pele
Também é possível que a principal alteração esteja na pele, já que a redução da elasticidade pode deixar o tecido menos firme, enquanto uma quantidade maior de pele pode modificar o contorno do pescoço.
Quando existe excesso cutâneo mais significativo, apenas reduzir o volume da região pode não ser suficiente. A avaliação deve considerar quanto a pele consegue se adaptar e se existe necessidade de uma abordagem capaz de reposicionar ou retirar o tecido excedente.
Bandas do platisma
As bandas do platisma aparecem como cordões ou faixas verticais mais visíveis no pescoço. Elas estão relacionadas ao músculo platisma e podem se tornar mais aparentes com o envelhecimento e a alteração da sustentação dos tecidos.
Quando essa característica participa da queixa, tratar somente a gordura ou a pele pode não abordar completamente o que está contribuindo para o aspecto da região. Dependendo da anatomia e da avaliação médica, a platismoplastia pode ser considerada para atuar sobre o músculo.
Perda de definição e queda dos tecidos
Nem toda mudança no contorno cervical está concentrada abaixo do queixo. O envelhecimento pode envolver a descida dos tecidos da parte inferior do rosto, alterações na linha mandibular e mudanças na relação entre mandíbula e pescoço.
Nessas situações, a queixa pode ser percebida como uma “papada”, mesmo quando o excesso de gordura não é o único fator envolvido. É justamente por isso que a avaliação precisa considerar o conjunto da face e do pescoço, e não apenas uma área isolada.
Avaliação das estruturas que precisam de atenção
A aparência da região pode sugerir uma causa, mas a indicação de tratamento depende de uma avaliação médica. Durante essa análise, podem ser observados:
- Quantidade e localização da gordura abaixo do queixo;
- Elasticidade e quantidade de pele;
- Presença de excesso cutâneo;
- Definição da mandíbula e do contorno cervical;
- Evidência das bandas do platisma;
- Posição e características dos tecidos;
- Relação entre as diferentes estruturas da região.
Essa avaliação ajuda a entender se a principal questão está relacionada à gordura, à pele, à musculatura ou à combinação desses fatores. Em muitos pacientes, mais de uma característica participa da queixa, o que pode modificar o planejamento.
Possibilidades de tratamento para cada caso
Quando a alteração está predominantemente relacionada à gordura localizada, procedimentos como a lipo de papada podem ser avaliados. A técnica tem como objetivo reduzir o tecido adiposo da região e melhorar seu contorno, desde que as características da anatomia sejam compatíveis com essa abordagem.
Nos casos em que há flacidez ou excesso de pele mais evidente, uma cirurgia de lifting cervical pode ser considerada. O planejamento pode envolver diferentes abordagens, de acordo com a anatomia e as características de cada caso, como tratamento da gordura, reposicionamento dos tecidos, ajuste do platisma ou retirada do excesso de pele.
Quando as bandas musculares têm participação importante na queixa, a platismoplastia pode fazer parte do planejamento. Em determinadas situações, diferentes técnicas podem ser associadas para tratar mais de uma estrutura ao mesmo tempo.
Também existem opções menos invasivas para algumas alterações de volume e qualidade da pele. No entanto, elas não substituem necessariamente uma abordagem cirúrgica quando existe excesso cutâneo ou alterações estruturais mais pronunciadas e a escolha depende do que está sendo tratado e das características de cada pessoa.
Após realizar uma abordagem cirúrgica, também é importante ficar atento ao processo de recuperação de cada procedimento. Para entender melhor os cuidados relacionados a essa etapa, confira o nosso e-book de cicatrização.
A avaliação define o que faz sentido para cada caso
Papada é um termo comum, mas não define sozinho o que está acontecendo na região. Gordura localizada, flacidez, excesso de pele, bandas do platisma e queda dos tecidos podem produzir queixas semelhantes e exigir abordagens diferentes.
Na Clínica De Fina, a avaliação considera as características da face e do pescoço para identificar quais estruturas participam da alteração e qual abordagem pode ser considerada para cada caso.
Se o contorno do seu pescoço mudou e você não sabe se a causa está relacionada à gordura, à pele ou aos tecidos, agende uma avaliação com o cirurgião plástico da Clínica De Fina. O planejamento individualizado permite definir uma estratégia cirúrgica ou menos invasiva com técnica, segurança e naturalidade.


